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domingo, 16 de janeiro de 2011

Algumas mudanças

15h30. Nublado (eu acho): 31ºC

Olá diário, como pode perceber o próprio título traz mudanças. É a primeira vez escrevo aqui este ano, bom, primeiro quero dizer que errei na previsão: não choveu na véspera de Natal, mas mesmo assim o Natal foi bom, não foi ótimo nem excelente, não tinha tanta gente como nos anos anteriores, não tinha tanta euforia nem tanta expectativa, mas tinha comida na mesa e amor nos corações.

Ah! O ano novo idem...

Bem, agora vamos às mudanças: resolvi que vou me organizar melhor financeiramente e fisicamente, vou controlar melhor meu dinheiro, meu tempo, o que faço, minha saúde, minha alimentação... Não estou dizendo que vou me controlar como Christof controlava Truman ou como a mídia controla as pessoas, mas vou me ORGANIZAR. Outras mudanças podem não parecerem nada, mas significam sim que tá mudando bastante coisa, colocar um título no lugar da data no diário é uma dessas mudanças, usar de verdade uma agenda é outra e se tornar uma máquina de colar post-it é outra. Mudanças são necessárias para que eu possa sair dessa rotina diária, mental e espiritual que tá me massacrando e não me deixa crescer, mudar significa ter tempo de procurar um emprego melhor, significa saber lidar melhor com as pessoas que me rodeiam, saber separar a minha opinião da opinião dos outros e encarar a ignorância e o fanatismo alheio sem me estressar.

Bom, como sempre muita coisa se passou durante esse período que fiquei sem escrever por aqui, resolvi que vou sim sair desse sistema de controle organizacional e vou procurar algo onde eu possa fazer algo que realmente faz a diferença e principalmente algo que eu goste de fazer, resolvi que não terei medo da opressão, resolvi que vou sim lutar para conseguir conquistar meus sonhos, resolvi que vou me expressar das maneiras que sei e que se alguém achar isso "maluco" não tem importância.

Mudanças, é a palavra do ano pra mim, a palavra que me motivará e que fará minha vida dar uma reviravolta!

Agora um pouco do dia-a-dia, estou morrendo de saudades da faculdade e da van, dos meus amigos, dos meus professores, de todo aquele alvoroço que a turma apronta no intervalo, da dor de cabeça que os trabalhos me dão, das provas, das unhas roídas, dos amigos me chamando de louco, dos intervalos na cantina, dos papos malucos que rolam naquele lugar, da biblioteca, do céu estrelado, do céu nublado, das noites de segunda pensando que tenho a semana inteira pela frente, das noites de sexta na cantina, na sala, nos corredores ou na biblioteca pensando no mundo, no presente, no passado, no futuro, pensando que só resta um dia de trabalho e então vem o fim de semana, estou morrendo de saudade de andar e pensar acompanhado, estou morrendo de saudade de andar e pensar solitário... Estou morrendo de saudade de respirar vida novamente...

Do jeito que vão as coisas vai ser difícil não pensar em fazer especialização, mestrado, doutorado...

É, é a vida, no mais é o mesmo de sempre... Até mais ver diário!

domingo, 29 de agosto de 2010

Domingo, 29 de agosto de 2010

10h12. Céu limpo: 20ºC

O Poder do "Até"

Eu disse que mudaria, eu disse que agiria de outra forma e comecei. O que pode mostrar isso são as faces contentes e espantadas de amigos que numa mesma frase perguntavam e exclamavam: "até você vai?!". Sim, até eu fui, a aula de sexta-feira chegou ao fim e, como quase sempre, uma parte da turma me chamou para sair, primeiro comer algo e depois prestigiar um amigo que tocaria naquela noite, como de costume o convite veio acompanhado de carona para casa já que não tenho carro, pois bem, eu fui.

A palavra "até" é poderosa, quando usamos o "até" quer dizer que algo é tão importante, tão especial ou tão diferente que até algo que ninguém imaginava que fosse acontecer acontece, esse "algo" nesse caso sou eu, eu "aconteci", eu fui dessa vez, fui prestigiar um amigo que tocava e também muitos amigos que foram vê-lo.

A cada rosto contente ao ver que não sou uma "ilha" a minha resposta era "Sim, até eu vim...". Amizades devem ser cultivadas como flores, ou morrem, como flores que não são cultivadas, não vou mudar meu estilo de vida, não vou sair todo fim de semana, não vou atravessar noites em festas, não vou me desfazer dos meus momentos sozinho na biblioteca, mas sair com as pessoas que têm consideração por mim mostra que tenho consideração por elas.

Não é uma mudança tão drástica, ocorre que as pessoas que amo, meus amigos, entendem que às vezes preciso ficar sozinho, tenho essa necessidade e da mesma forma eu entendo que muitas vezes essas pessoas precisam sair e precisam sair com pessoas de quem gostam, pessoas que as consideram, amigos, portanto, sair com meus amigos, dormir somente 3 horas antes de acordar para ir trabalhar, foi mais uma forma de mostrar o quanto amo e considero meus amigos do que um sacrifício.

Cada pessoa tem uma forma de satisfazer certa necessidade de satisfação pessoal, a minha forma forma é ficar sozinho, refletir e escrever aqui, é o que me faz sentir bem. Para algumas pessoas essa necessidade é saciada quando ela sai com pessoas que a escutam, mesmo que estejam falando besteira, mesmo que estejam bebadas, mesmo que o que dizem não faça sentido, pois elas sabem que essas pessoas irão escutá-las, irão respeitá-las, pois são companheiros, são amigos, elas sabem que essas pessoas têm um sentimento muito forte por elas...

E por falar em sentimento forte Amanda estava lá, ficou bem pouco, mas me viu, bom sinal: agora sei que ela sabe que eu existo! Conversou um pouco e foi embora, mas ficou o suficiente para me olhar nos olhos e dizer: "até você está aqui?!" e eu, trêmulo, suando frio, gago, morrendo de amor respondi: "É... Até eu..." e pensei "Como eu queria dizer tudo a você agora, meu anjo, como eu queria, olhando para seus olhos dizer que te amo...".

O que sinto por ela continua forte, muito forte, eu ainda não sei explicar, se não fosse amor, se fosse só paixão por uma bela garota eu já teria esquecido, assim como esqueci tantas outras em pouco tempo, mas faz um mês, há um mês não passo um dia sem pensar nela, há um mês estou apaixonado, há um mês escrevo poemas sobre ela. Já chorei nos cantos, já pensei em parar, já tentei esquecê-la, já tentei distrair minha mente, já pensei até em uma atitude covarde para acabar com meu sofrimento...

Não, acabar com tudo não me garante acabar com o amor que sinto por ela, isso é tão puro, tão forte, tão bonito, que acho que mesmo se eu morresse não conseguiria parar de pensar nela. O que devo fazer é contar a ela, é o que vou fazer e o momento se aproxima.

Tenho essa "dor" que o amor me proporciona, no mais estou bem, estou feliz, estou conseguindo mudar de acordo com minhas escolhas, estou conseguindo equilibrar profissional, social, escolar, familiar e amoroso, tudo em uma só vida, palmas pra mim então, já que não entendo muito de amor compenso entendendo sobre a vida e a cada dia que Deus me proporciona entendo mais sobre ela, só peço a Ele que eu não morra sem dizer a Amanda o que sinto.


15h06. Céu limpo: 34ºC


Quando você realmente sabe o que acontece ao seu redor a vida se torna um campo cheio de descobertas. Depois que comecei a prestar atenção nas coisas que acontecem nos lugares onde estou percebi que posso me controlar em certos momentos, percebi que posso ouvir coisas, ver coisas sem que ninguém me perceba.

Depois que descobri que estou apaixonado comecei a prestar atenção nas coisas que acontecem ao meu redor, notei que quando você faz parte de um grupo e tenta se desvencilhar acaba causando vários efeitos, você gera sentimentos de companheirismo, de solidariedade, de dúvida, de questionamento, de suspeita e descobre como as pessoas são realmente. Você nota que algumas pessoas dizem que se sacrificariam por você, que pra algumas parece que você nem existe e que outras parecem neutras na sua vida, mas que na verdade nem tudo é o que parece ser...

Você nota que as palavras confundem, nota que deve confiar, conversar e andar com quem seu coração manda, não que as pessoas com quem ando são ruins, mas não me faz bem ouvir certas coisas.